Drones autônomos reacendem debate internacional sobre armas controladas por inteligência artificial

ONU pede maior controle sobre sistemas militares capazes de operar com pouca intervenção humana

O avanço de drones autônomos voltou a provocar preocupação internacional sobre o uso de inteligência artificial em conflitos armados.

O desenvolvimento de drones capazes de operar com níveis cada vez maiores de autonomia está provocando um novo debate internacional sobre o uso da inteligência artificial em guerras.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, defendeu maior controle sobre sistemas de armas que podem identificar e atacar alvos com pouca ou nenhuma intervenção humana.

A preocupação está relacionada à possibilidade de erros de identificação, ataques contra civis e dificuldade de responsabilização quando uma máquina toma decisões em ambientes de conflito.

Governos e especialistas discutem há anos a necessidade de estabelecer regras internacionais para armas autônomas. O problema se tornou mais urgente com o avanço tecnológico e a redução do custo de equipamentos capazes de realizar missões complexas.

O debate envolve também inteligência artificial, cibersegurança e corrida tecnológica entre grandes potências. Países que dominarem essas tecnologias poderão obter vantagens militares importantes.

A discussão deverá avançar nas Nações Unidas e em outros fóruns internacionais durante os próximos meses.

Fonte: Reuters
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