FMI reduz projeções de crescimento da América Latina para 2026 e 2027
O Fundo Monetário Internacional reduziu suas projeções de crescimento para a América Latina e o Caribe, citando os efeitos do choque energético internacional e os benefícios ainda limitados do avanço global da inteligência artificial para boa parte da região.
Em relatório divulgado em outubro de 2026, o organismo projetou crescimento regional de 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027. As estimativas foram reduzidas em relação às projeções anteriores de julho.
Por que o FMI reduziu as projeções?
Entre os fatores apontados estão o encarecimento da energia em meio ao conflito no Oriente Médio, condições monetárias ainda restritivas e incertezas internacionais. O aumento dos custos energéticos pode pressionar a inflação, elevar despesas de transporte e produção e reduzir o poder de compra das famílias.
O FMI também destacou que o impulso econômico da inteligência artificial está distribuído de forma desigual entre os países. Economias que participam mais diretamente das cadeias de tecnologia podem obter benefícios maiores do que aquelas com menor integração a esses setores.
Qual é a perspectiva para o Brasil?
O relatório revisou para baixo a projeção de crescimento brasileiro para 2026, estimando expansão de 2,2%. A perspectiva considera fatores como condições monetárias restritivas e menor apoio fiscal. As projeções são estimativas e podem mudar conforme os indicadores econômicos e o cenário internacional evoluam.
Quais são os riscos para a região?
O organismo alertou que mercados emergentes continuam expostos a custos de financiamento mais elevados, pressões cambiais e condições financeiras mais restritivas. Países com dívida pública elevada ou forte dependência de importações de energia podem enfrentar desafios adicionais.
As diferenças entre economias nacionais são importantes: perspectivas de crescimento, inflação, contas públicas e exposição ao comércio internacional variam significativamente de país para país.
O que governos e empresas podem fazer?
O FMI recomenda aproveitar períodos de condições externas favoráveis para fortalecer as contas públicas e elevar a produtividade. Para as empresas, a gestão de custos, a eficiência operacional, a diversificação de fornecedores e o planejamento financeiro podem ajudar a reduzir a exposição a choques.
Conclusão
As projeções revisadas indicam que a América Latina deve continuar crescendo, mas em ritmo moderado. O desempenho dependerá da evolução dos preços da energia, das condições financeiras globais, da produtividade e das políticas econômicas nacionais.
Fonte: Reuters, com base no relatório regional do FMI, outubro de 2026.