Google fecha maior acordo de remoção de carbono da empresa com projeto no Brasil

Projeto no Rio Grande do Sul combina remoção de carbono e redução de metano na produção de arroz

O Google anunciou seu maior acordo de remoção de carbono até agora, apoiando um projeto de mais de 200 mil hectares no Rio Grande do Sul.

O Google anunciou em 16 de setembro de 2026 seu maior acordo de remoção de carbono até agora, apoiando um projeto desenvolvido pela Terradot no Brasil.

A iniciativa está localizada no Rio Grande do Sul e cobre mais de 200 mil hectares, combinando remoção de dióxido de carbono com redução das emissões de metano associadas ao cultivo de arroz.

Como funciona o projeto

A iniciativa utiliza técnicas conhecidas como intemperismo acelerado de rochas, buscando aumentar a capacidade do solo de retirar dióxido de carbono da atmosfera.

O projeto também pretende reduzir emissões de metano provenientes da produção de arroz.

Por que o Google está investindo?

Grandes empresas de tecnologia estão enfrentando uma demanda crescente por energia devido à expansão de data centers utilizados para inteligência artificial.

O Google busca ampliar soluções ambientais capazes de compensar parte das emissões associadas ao crescimento de sua infraestrutura.

Brasil ganha destaque

O tamanho da área disponível e a importância do setor agrícola tornam o Brasil um mercado relevante para tecnologias relacionadas a carbono.

O projeto pretende produzir créditos relacionados à redução de metano até 2030 e créditos de remoção de carbono posteriormente.

Tecnologia e energia

A expansão da inteligência artificial está criando uma ligação cada vez mais forte entre tecnologia, energia e sustentabilidade.

Data centers precisam de grandes quantidades de eletricidade, enquanto empresas de tecnologia procuram alternativas para reduzir o impacto ambiental de suas operações.

Um mercado em desenvolvimento

O projeto ainda enfrenta desafios relacionados ao custo da remoção de carbono e à necessidade de comprovação independente dos resultados.

Mesmo assim, a iniciativa representa um exemplo de como tecnologia e agricultura podem ser combinadas em novos modelos de sustentabilidade.

Fonte: Reuters
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