Governo amplia subsídios e corta impostos sobre combustíveis após alta do petróleo

Medidas anunciadas pelo governo brasileiro tentam reduzir o impacto da disparada do petróleo sobre diesel, gasolina e etanol.

Posto de combustíveis representando o impacto da alta do petróleo no Brasil
Governo amplia medidas para conter impacto da alta do petróleo sobre combustíveis.

O governo brasileiro ampliou subsídios ao diesel e reduziu tributos sobre gasolina e etanol diante da alta internacional do petróleo.

O governo brasileiro anunciou novas medidas para tentar reduzir o impacto da alta internacional do petróleo sobre os preços dos combustíveis.

As medidas incluem aumento dos subsídios ao diesel e redução de tributos federais incidentes sobre gasolina e etanol.

Segundo informações divulgadas pelo governo, o conjunto das políticas de alívio pode elevar o custo fiscal relacionado aos combustíveis para aproximadamente R$ 40 bilhões entre março e setembro.

Por que o governo tomou a medida?

A decisão ocorre em um momento de forte pressão sobre o mercado internacional de petróleo. O Brent voltou a operar próximo ou acima de US$ 100 por barril em razão da escalada das tensões no Oriente Médio.

O objetivo das medidas é reduzir a velocidade com que a alta internacional chega ao consumidor brasileiro.

Diesel, gasolina e etanol

O diesel recebeu atenção especial devido ao seu peso no transporte rodoviário brasileiro. A alta do combustível pode aumentar o custo de fretes e pressionar preços de alimentos e outros produtos.

Também foram anunciadas reduções de tributos sobre gasolina e etanol.

Na prática, o governo tenta criar uma espécie de amortecedor entre a cotação internacional do petróleo e os preços domésticos.

O custo para as contas públicas

O principal debate agora é fiscal.

Subsídios e redução de tributos podem aliviar consumidores e empresas no curto prazo, mas também reduzem receitas ou aumentam despesas do governo.

O governo argumenta que parte do impacto pode ser compensada por receitas adicionais relacionadas à produção de petróleo, royalties e tributos.

O cenário continuará sendo acompanhado pelos mercados, principalmente se o petróleo permanecer acima de US$ 100.

Fonte: Reuters
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