A expansão da inteligência artificial promete aumentar a produtividade em diversos setores da economia, mas também pode ampliar diferenças entre países com diferentes níveis de infraestrutura e capacidade tecnológica.
O debate ganhou força à medida que empresas e governos aceleram investimentos em modelos de inteligência artificial, data centers, chips e formação profissional.
Economias com maior disponibilidade de capital, infraestrutura digital e profissionais qualificados tendem a estar em uma posição mais favorável para absorver rapidamente os ganhos proporcionados pela tecnologia.
Por outro lado, países que enfrentam limitações de conectividade, qualificação profissional e capacidade de investimento podem encontrar dificuldades para acompanhar o ritmo de transformação.
O impacto da inteligência artificial também depende da forma como as empresas incorporam a tecnologia. A simples disponibilização de ferramentas não garante ganhos de produtividade se não houver adaptação de processos e capacitação dos trabalhadores.
Para economias emergentes, o desafio envolve criar condições para que empresas nacionais possam adotar a tecnologia sem aumentar excessivamente a dependência de infraestrutura estrangeira.
A discussão sobre IA, portanto, vai além da tecnologia. Ela envolve educação, infraestrutura, competitividade, investimentos e políticas públicas capazes de preparar trabalhadores e empresas para uma economia cada vez mais digital.