Petrobras reduz impacto da alta do petróleo e gasolina tem efeito líquido de queda de R$ 0,19

Mudança tributária compensa a retirada de subsídio e reduz em R$ 0,19 por litro o preço com tributos para as distribuidoras

A Petrobras informou que a combinação entre o fim de um desconto e a redução de impostos federais resulta em queda líquida de R$ 0,19 por litro para as distribuidoras.

Enquanto o petróleo internacional dispara e supera a marca de US$ 100 por barril, uma mudança tributária no Brasil deve evitar uma pressão ainda maior sobre o preço da gasolina.

A Petrobras informou nesta quinta-feira que o efeito líquido das mudanças anunciadas pelo governo representa uma redução de R$ 0,19 por litro no preço com tributos para as distribuidoras.

O que aconteceu?

A medida provisória que estabelecia uma subvenção econômica para a gasolina perdeu validade.

Com isso, a Petrobras deixou de aplicar um desconto de R$ 0,44 por litro.

Em condições normais, a retirada desse desconto poderia provocar uma alta significativa no preço.

O governo reduziu impostos

Para compensar o impacto, o governo federal reduziu em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a gasolina.

Na combinação das duas medidas, o efeito líquido é uma redução de R$ 0,19 por litro no preço com tributos em relação ao valor praticado anteriormente.

Por que isso aconteceu agora?

A mudança ocorre justamente quando o mercado internacional de petróleo passa por uma forte turbulência.

O Brent ultrapassou US$ 100 por barril em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e aos riscos para o transporte de petróleo.

O Brasil é produtor e exportador de petróleo, mas também precisa administrar os impactos dos preços internacionais sobre combustíveis e inflação.

O consumidor vai pagar R$ 0,19 menos?

É importante diferenciar o preço praticado pela Petrobras nas distribuidoras do preço final nos postos.

A redução anunciada representa o efeito tributário e comercial para as distribuidoras. O preço final ao consumidor também depende de margens de distribuição, revenda, mistura de combustíveis e condições regionais.

Por isso, a queda não necessariamente aparecerá integralmente e imediatamente em todos os postos.

E o diesel?

O governo também anunciou novas medidas relacionadas ao óleo diesel.

A Petrobras informou que ainda aguarda a publicação dos atos legais necessários para avaliar e implementar a nova subvenção econômica relacionada ao combustível.

Petróleo caro continua sendo um risco

A medida ajuda a reduzir o impacto imediato da alta internacional do petróleo, mas não elimina o problema.

Se o Brent permanecer acima de US$ 100 durante um período prolongado, os efeitos podem aparecer em toda a economia.

Combustíveis mais caros podem elevar custos de:

  • Transporte;
  • Frete;
  • Alimentos;
  • Indústria;
  • Serviços;
  • Inflação.

O que observar daqui para frente?

O principal indicador continuará sendo o preço internacional do petróleo.

Se a crise no Oriente Médio se intensificar, medidas fiscais poderão aliviar parte do impacto, mas não conseguem eliminar completamente a pressão provocada por uma commodity internacional.

Para o consumidor brasileiro, a combinação entre petróleo, câmbio, impostos e política de preços continuará sendo determinante para o preço dos combustíveis.

Fonte: Reuters
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