O petróleo voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quinta-feira, aumentando a pressão sobre os mercados financeiros e elevando as preocupações com inflação em diferentes economias.
O movimento ocorre em meio à intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã e aos ataques contra embarcações na região do Oriente Médio. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo, permanece no centro das preocupações dos investidores.
O Brent chegou a ser negociado próximo de US$ 101,61 por barril durante a manhã, enquanto o petróleo americano WTI também avançava.
Por que o mercado está preocupado?
O problema não é apenas o preço do petróleo. Uma alta prolongada pode atingir toda a cadeia econômica.
Combustíveis mais caros aumentam os custos de transporte, produção e logística. Empresas podem repassar parte desse aumento aos consumidores, pressionando os índices de inflação.
Com uma inflação mais persistente, bancos centrais podem encontrar menos espaço para reduzir juros ou podem precisar manter uma política monetária mais restritiva durante mais tempo.
O impacto pode chegar ao Brasil
O Brasil é produtor e exportador de petróleo, mas também sente os efeitos da valorização internacional da commodity.
Combustíveis, inflação, câmbio, ações de empresas do setor e expectativas de juros podem reagir ao novo cenário.
Além disso, uma eventual desaceleração da economia mundial provocada por energia mais cara poderia afetar comércio, investimentos e mercados emergentes.
O que observar agora
Investidores acompanham principalmente a evolução do conflito, o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, os estoques globais e a resposta dos bancos centrais.
Se a interrupção do fornecimento persistir, o petróleo pode continuar pressionando a inflação global.
O petróleo acima de US$ 100 voltou a ser um dos principais riscos para a economia mundial.