Os mercados financeiros entram em uma semana de forte expectativa, com decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos entre os principais eventos do calendário.
Mercados em Jogo: Juros, Dólar, Petróleo e Bolsa — Guia de Cenários para 2026
Entenda o que pode fazer o dólar, a Bolsa, os juros e o petróleo subirem ou caírem — e aprenda a interpretar os principais cenários da economia.
Acessar eBook gratuitoNo Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nos dias 15 e 16 de setembro. Depois de quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, a Selic está atualmente em 14% ao ano.
A expectativa predominante do mercado é de um novo corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica para 13,75% ao ano. Contratos negociados na B3 chegaram a indicar aproximadamente 95% de probabilidade para esse cenário.
A aposta ganhou força depois da divulgação do IPCA de agosto. A inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,22%, enquanto o índice mensal registrou queda de 0,32%.
Apesar disso, o Banco Central deverá continuar atento aos riscos para a inflação, principalmente diante da alta do petróleo e das incertezas no cenário internacional.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também realiza reunião nos dias 15 e 16 de setembro. A maioria dos economistas consultados pela Reuters ainda esperava manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%, mas aumentou a preocupação com a possibilidade de uma futura alta.
O petróleo acima dos US$ 100 por barril é um dos fatores que podem complicar o cenário. Energia mais cara pode pressionar a inflação mundial e dificultar uma política monetária mais flexível.
Para os mercados brasileiros, a combinação entre juros domésticos em queda, juros americanos elevados e petróleo pressionado pode aumentar a volatilidade do dólar, da Bolsa e dos juros futuros.
Na avaliação do FortiAxis, o principal ponto de atenção não será apenas o tamanho do eventual corte da Selic, mas principalmente o tom do comunicado do Banco Central.
Se o Copom sinalizar espaço para novos cortes, ativos de risco podem reagir positivamente. Por outro lado, uma comunicação mais cautelosa pode provocar alta dos juros futuros e pressão sobre a Bolsa.
Nos Estados Unidos, uma eventual surpresa hawkish do Federal Reserve poderia fortalecer o dólar e aumentar a pressão sobre mercados emergentes.
Assim, a quarta-feira deverá ser o ponto alto da semana para os investidores, com as decisões dos dois bancos centrais e a interpretação dos comunicados podendo provocar movimentos importantes nos mercados.
Previsão do FortiAxis: o cenário-base é de corte de 0,25 ponto na Selic, enquanto o Fed tende a manter os juros nesta reunião. Ainda assim, o mercado deve permanecer atento ao risco de uma postura mais dura do banco central americano e ao comportamento do petróleo.