Squishy é proibido no Brasil? Entenda os riscos e o alerta do Inmetro

Alerta de segurança no Brasil e proibição de modelos específicos na Argentina levantam dúvidas sobre os riscos dos brinquedos squishy.

Squishy é proibido no Brasil? Entenda o alerta do Inmetro, os riscos de acidentes, a decisão argentina sobre modelos específicos e os cuidados para escolher brinquedos infantis seguros.

Squishy é proibido no Brasil?

Os brinquedos squishy, conhecidos pela textura macia e pela capacidade de voltar à forma original depois de apertados, ganharam popularidade entre crianças e adolescentes. Entretanto, preocupações com a segurança desses produtos levaram autoridades a divulgar orientações e adotar medidas específicas.

O alerta do Inmetro no Brasil não significa que todos os brinquedos squishy estejam proibidos. É necessário distinguir as recomendações brasileiras de segurança da proibição adotada pela Argentina para determinados modelos de plástico macio em formato de gyoza ou dumpling.

Em 1º de outubro de 2026, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) publicou orientações sobre os riscos do uso inadequado desses brinquedos. Entre as práticas desaconselhadas estão aquecer, cortar, perfurar ou modificar o produto.

Fonte: alerta oficial do Inmetro sobre brinquedos squishy.

Por que alguns brinquedos squishy preocupam as autoridades?

Os squishies podem ser fabricados com diferentes materiais. Por isso, não é correto afirmar que todos tenham a mesma composição ou ofereçam os mesmos riscos. A segurança depende do modelo, dos materiais empregados, da fabricação e do cumprimento dos requisitos aplicáveis aos brinquedos.

Entre os riscos que merecem atenção estão:

  • Possíveis riscos químicos: determinados produtos podem conter substâncias inadequadas ou em concentrações superiores aos limites de segurança.
  • Engasgo: pedaços ou componentes que se desprendem podem ser perigosos, principalmente para crianças pequenas.
  • Rompimento: cortes, furos e danos podem liberar o material interno do brinquedo.
  • Calor: aquecer o produto em micro-ondas, forno ou outras fontes de calor pode provocar acidentes.
  • Falta de informações: produtos sem identificação adequada, faixa etária ou advertências dificultam a avaliação de sua segurança.

Esses riscos não devem ser atribuídos automaticamente a todos os squishies. É importante considerar as características de cada produto e as orientações das autoridades competentes.

Argentina proibiu determinados modelos de squishy

Em 31 de agosto de 2026, o governo argentino publicou a Disposição 690/2026, que proibiu a importação, fabricação, comercialização e armazenamento de determinados brinquedos infantis macios do tipo squeeze toy ou squishy.

A medida abrange modelos de polímero plástico macio em formato de gyoza, dumpling ou semelhantes, incluindo produtos comercializados sob denominações específicas e versões genéricas de características equivalentes.

A decisão foi motivada por denúncias e antecedentes relacionados à suspeita de substâncias químicas potencialmente nocivas, como benzeno e ftalatos, em concentrações superiores aos limites estabelecidos pelas normas técnicas de segurança. A disposição também trata da falta de informações e advertências em determinados produtos.

A norma argentina prevê uma exceção para os fornecedores que disponham da declaração de conformidade e das certificações exigidas para demonstrar que os produtos atendem às regras técnicas aplicáveis.

Consulte a íntegra da Disposição 690/2026 no portal oficial argentino.

Atenção: essa decisão se aplica à Argentina e aos produtos abrangidos pela norma. Ela não constitui, por si só, uma proibição geral de todos os squishies no Brasil.

Squishy faz mal à saúde?

Não é possível afirmar que todo brinquedo squishy seja prejudicial à saúde. A avaliação depende da composição do material, da qualidade de fabricação, da conformidade com as normas aplicáveis e da forma de utilização.

Produtos de procedência desconhecida, sem informações obrigatórias ou que tenham sido objeto de alertas específicos exigem atenção redobrada. Também é importante interromper o uso se o brinquedo apresentar rasgos, furos, vazamentos, partes soltas, superfície excessivamente pegajosa ou oleosa, ou odor químico muito forte.

Não tente descobrir a composição do produto queimando, aquecendo, cortando ou abrindo o brinquedo. Essas ações podem aumentar os riscos de acidente.

Como saber se um squishy é seguro?

1. Verifique a procedência

Prefira estabelecimentos confiáveis e solicite a nota fiscal. Confira a identificação do fabricante ou importador e as informações disponíveis sobre o produto.

2. Confira o selo do Inmetro

Quando o brinquedo estiver sujeito à certificação compulsória brasileira, verifique a presença do Selo de Identificação da Conformidade conforme as regras aplicáveis. A aparência da embalagem, sozinha, não comprova a regularidade do produto.

3. Observe a faixa etária e as advertências

Leia as informações da embalagem e respeite a idade recomendada. Alguns componentes podem representar risco para crianças pequenas, especialmente aquelas que levam objetos à boca.

4. Não utilize brinquedos danificados

Se o produto estiver rasgado, furado, vazando ou liberando partes, interrompa o uso e mantenha-o fora do alcance das crianças.

5. Não reproduza desafios de redes sociais

Vídeos que mostram pessoas aquecendo, cortando, perfurando ou modificando squishies não devem ser usados como referência de utilização segura. Siga as instruções do fabricante.

O que fazer se a criança já tem um squishy?

Não é necessário presumir que o brinquedo seja perigoso apenas por pertencer à categoria. Identifique o modelo, confira a procedência, leia as advertências e verifique se existem alertas ou determinações específicas relacionados ao produto.

Se houver suspeita de que o modelo esteja abrangido por uma proibição ou se o brinquedo apresentar sinais de deterioração, suspenda o uso até esclarecer a situação.

Em caso de ingestão, contato com material desconhecido ou reação adversa, procure orientação médica ou um serviço de informação toxicológica.

O consumidor também pode consultar os canais oficiais do Inmetro e os órgãos de defesa do consumidor para esclarecer dúvidas sobre a regularidade dos produtos.

Todos os squishies serão proibidos no Brasil?

O alerta divulgado pelo Inmetro em outubro de 2026 não estabelece uma proibição geral de todos os brinquedos squishy no Brasil. A regularidade deve ser avaliada conforme o produto e as regras brasileiras aplicáveis.

Já a decisão argentina estabelece uma proibição para determinados modelos de plástico macio em formatos de gyoza, dumpling ou semelhantes. As duas medidas têm alcances diferentes e não devem ser confundidas.

Novas decisões podem ocorrer conforme as autoridades avaliem produtos, recebam denúncias e obtenham resultados de testes. Por isso, consumidores devem acompanhar os comunicados oficiais e verificar informações sobre modelos específicos.

Perguntas frequentes sobre squishy

Squishy está proibido no Brasil em 2026?

O alerta do Inmetro não representa uma proibição geral de todos os squishies. É necessário verificar o modelo e sua conformidade com as regras aplicáveis.

Por que a Argentina proibiu alguns squishies?

A Disposição 690/2026 abrange determinados brinquedos de plástico macio em formato de gyoza, dumpling ou semelhantes, diante de preocupações com possíveis substâncias químicas acima dos limites de segurança.

Como identificar um squishy irregular?

Confira a procedência, as informações do fabricante ou importador, a faixa etária e a certificação exigida quando aplicável. A falta de informações obrigatórias merece atenção.

O que fazer se o squishy estiver rasgado?

Interrompa o uso e mantenha o brinquedo fora do alcance de crianças pequenas. Não tente consertá-lo cortando, perfurando ou aquecendo o material.

Conclusão

O debate sobre os squishies reforça a importância de verificar a segurança dos brinquedos infantis antes da compra e durante o uso. No Brasil, o Inmetro orienta sobre os riscos do uso inadequado; na Argentina, uma norma específica proibiu determinados modelos.

Para os consumidores, a prevenção começa pela escolha de produtos de procedência conhecida, pela leitura das informações de segurança e pelo acompanhamento das orientações oficiais. A popularidade de um brinquedo não deve se sobrepor à segurança das crianças.

Fontes oficiais

Reportagem informativa baseada em fontes oficiais consultadas em outubro de 2026. Medidas regulatórias podem ser atualizadas; consulte os órgãos competentes para verificar eventuais mudanças.

Fonte: Inmetro e Governo da Argentina
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