Vídeo de mulher supostamente usando drogas não foi gravado em ato pró-Lula

Gravação já circulava antes da manifestação e foi associada ao evento sem comprovação

Vídeo de uma mulher supostamente usando drogas foi divulgado como se tivesse sido gravado em manifestação pró-Lula na Avenida Paulista. A gravação já circulava antes do ato.

Vídeo antigo foi associado indevidamente a manifestação pró-Lula

Um vídeo que mostra uma mulher supostamente usando uma substância foi compartilhado nas redes sociais como se tivesse sido gravado durante uma manifestação pró-Lula realizada na Avenida Paulista em 11 de outubro de 2026.

Segundo a checagem publicada pelo UOL Confere, a gravação já circulava nas redes sociais desde o dia anterior, com legendas em espanhol. Portanto, não há base para apresentá-la como registro daquele ato político.

O que a verificação identificou?

  • Data do vídeo: o material já circulava antes da manifestação.
  • Associação ao protesto: a legenda que vinculava a gravação ao ato pró-Lula não foi sustentada pela checagem.
  • Origem e identidade: a origem exata da gravação e a identidade da mulher não foram confirmadas.
  • Substância: não é possível afirmar, apenas com base no vídeo, qual substância aparece na gravação.

Por que o contexto importa?

Um vídeo real pode ser usado para transmitir uma informação falsa quando é publicado com data, local ou legenda incorretos. Esse tipo de conteúdo pode levar o público a acreditar que um evento ocorreu em determinado protesto, mesmo sem evidências que liguem a gravação à manifestação.

A verificação do vídeo não significa que todos os acontecimentos relacionados ao protesto tenham sido falsos ou verdadeiros. Cada alegação — como depredação, participação de pessoas ou ocorrência de crimes — precisa ser examinada separadamente e com evidências próprias.

Quem compartilhou o material?

Reportagens de checagem registraram a circulação do vídeo em perfis políticos, incluindo publicações associadas a Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. A informação essencial é que a gravação não foi confirmada como sendo do ato mencionado e já circulava anteriormente.

Conclusão: é enganoso apresentar esse vídeo como prova de que uma mulher consumiu drogas durante a manifestação pró-Lula de 11 de outubro. A gravação já circulava antes do evento e sua origem não foi confirmada.

Fonte: UOL Confere — checagem do vídeo associado ao ato pró-Lula.

Fonte: UOL Confere
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